quarta-feira, janeiro 10, 2007

Chegado aqui, o remo é ilúcido. Conturbada pela correnteza, a quilha de murmúrios resvala por fim nos areais. A crista trazida é a mística desfeita, um rombo de dispersão frugal. Lamacentos, os desígnios são agora imposições já nada camufladas, percurso entediante de bote até uma costa. Imponente, a física do barco é as linhas esbatidas ao longe, infraestrutura sem prédio. Tal construção abandonada faz lembrar a incapacidade, destruídos (incompletos) a um mal menor, insignificante. Já a significação dorme estendida às memórias rubras que anoitecem, restando só o incompleto da queimadura, o peso invísivel de as cargas se afundarem. Ciclo empoleirado na gaiola total, a gaivota da passagem anuncia-se de novo, aérea, superior. Algumas das suas penas bóiam serenas (fatídicas) no charco de estar.

Fui hoje algum mistério na Arte, mas não Ela, mas não Mais. A intriga das linhas potenciou alguma visão, algum chamamento devidamente tributado (medições alheias), mas pouco enfrentei o proveito, pouco atravessei o remoinho. Os nós dados assentaram consigo a corda, foram lacra pronta em envelopes de unção, sacramento da dissertação como tal. A insuficiência decalcou pouca a tangibilidade do novo, salão de espelhos a coordenar o concêntrico dos caminhos, cartas prescritas (pois citações) atiradas ao mar-reflexo, sua extensão algo passiva e limites.

Natural, sento-me numa escada à beira-mar, humana e de pedra, e adormeço enconstado aos degraus, que vagos sobem e descem ao ritmo distante da maré próxima.